Sono e Alimentação·5 min de leitura

Como a qualidade do sono influencia a tomada de decisão alimentar e alimenta o efeito sanfona

Por Vitória Fratine, nutricionista comportamental ·

Você já percebeu que, depois de uma noite mal dormida, a vontade de comer doces ou fast‑food parece estar no topo da lista? Essa não é coincidência: o sono tem um papel direto nas escolhas que fazemos à mesa e pode ser um dos gatilhos do efeito sanfona.

A conexão entre sono e cérebro

Durante o sono, o cérebro regula hormônios como a leptina (saciedade) e a grelina (fome). Quando o descanso é insuficiente, a leptina diminui e a grelina dispara, enviando sinais de fome mesmo que o corpo não precise de energia extra.

Como a privação de sono afeta a escolha dos alimentos

Além dos hormônios, a falta de sono compromete áreas responsáveis pelo autocontrole e pela avaliação de risco. O resultado? decisões alimentares mais impulsivas e menos criteriosas.

  • ✦Aumento da sensação de fome
  • ✦Preferência por alimentos ricos em açúcar e gordura
  • ✦Diminuição da sensação de saciedade
  • ✦Maior impulsividade na hora de comer

Quando estou cansada, tudo o que vejo é fast‑food.

Esses padrões alimentares impulsivos acabam gerando ciclos de ganho e perda de peso – o clássico efeito sanfona. Cada “deslize” alimenta a culpa, que por sua vez pode levar a mais noites mal dormidas, fechando o círculo vicioso.

Estratégias simples para melhorar o sono e reduzir o efeito sanfona

  • ✦Estabeleça um horário regular para dormir e acordar, mesmo nos fins de semana.
  • ✦Desligue telas pelo menos 1 hora antes de deitar; a luz azul atrasa a produção de melatonina.
  • ✦Crie um ambiente escuro, silencioso e com temperatura agradável.
  • ✦Inclua rituais de relaxamento, como respiração profunda ou leitura leve.

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